Pró-Saúde promove pesquisa interna inédita para seus 16 mil colaboradores

A melhoria dos indicadores de gestão de qualquer organização empresarial passa pelo desempenho das pessoas, algo diretamente ligado à energia e satisfação que movem o trabalhador. Essa percepção deu origem ao termo Administração Científica, cunhado pelo americano Frederick Taylor, no início do século passado.

Taylor pregava que o gerente precisa ter a compreensão ampla de cada integrante de sua equipe, não apenas em desempenho, mas questões subjetivas que envolvem caráter, natureza, limitações e potencial de desenvolvimento.

Em 1911, ele publicou o livro “Os Princípios da Administração Científica”, obra que virou referência para gestores e que praticamente mudou a compreensão corporativa sobre papel do trabalhar em uma organização.

“Essa compreensão evoluiu para o que se conhece como Pesquisa de Clima Organizacional, um dos instrumentos de gestão fundamental para que possamos promover a satisfação do trabalhador e, consequentemente, a otimização de custos e melhoria da qualidade dos serviços”, resume o diretor Executivo-Geral da Pró-Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto.

Nesta semana, Neto está empenhado em mobilizar os 16 mil profissionais que atuam na entidade filantrópica para que respondam à Pesquisa de Clima Organizacional.

“A Pró-Saúde sempre fez esse tipo de estudo junto aos colaboradores, mas esta é a primeira vez que o trabalho é feito de maneira padronizada, alcançando de uma só vez profissionais que atuam em todas as unidades de saúde e de educação gerenciadas pela instituição”, comenta.

Para superar dificuldades inerentes à este tipo de operação, o executivo recorreu à tecnologia. “Toda a Pesquisa de Clima Organizacional está sendo feita pela internet pela Diretoria de Gestão de Pessoas. Mobilizamos os líderes das unidades de saúde e de educação para que orientassem suas equipes a responder à pesquisa”, contou.

A preocupação teve fundamento. Cada colaborador, independentemente da complexidade de seu conhecimento, deve responder anônima e voluntariamente a um questionário com mais de 80 perguntas, divididas em várias áreas — desde ambiente interno de trabalho, condutas de integridade administrativa e até a percepção que têm da Pró-Saúde.

“As respostas serão um ativo importantíssimo para a gestão que realizamos. É pode meio da percepção de quem vive o dia a dia de atendimento direto aos pacientes que podemos aprimorar os processos e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população”, afirmou.

Para se ter uma ideia da abrangência, as unidades gerenciadas da Pró-Saúde estão presentes em municípios de todas as regiões do País. Os números da entidade mostram que são mais de 1,1 milhão de pessoas atendidas todos os meses. Há desde hospitais de ponta localizados em grandes centros urbanos a unidades de saúde cujo acesso pode ser feito somente de barco.

“Também enfrentamos outras dificuldades, como a diferença de infraestrutura tecnológica existente em cada município. Em grandes centros, por exemplo, a conexão à internet é estável e rápida. Em outros municípios, mais distantes, além da lentidão, há problemas com a instabilidade. Mas estamos acostumados a lidar com isso”, observa Miguel.

Internamente, a expectativa da instituição em relação aos resultados da Pesquisa de Clima Organizacional é importante. O diretor Geral da Pró-Saúde destacou que as respostas vão ajudar a identificar os caminhos para melhorar desde o engajamento entre os colaboradores até possibilidades de redução de custo.

“Na gestão de grandes instituições, como é o caso da Pró-Saúde, muitas vezes uma simples mudança pode gerar um impacto positivo considerável no budget anual. Veja, todos os meses a entidade realiza mais de seis mil compras. Nossa plataforma digital possui mais de 300 fornecedores homologados. Ou seja, é um grande volume operacional”, explica Miguel.

Só no Estado do Pará, atualmente sua principal praça de atuação, a entidade faz a gestão de três hospitais privados e outros sete públicos, do governo estadual — dos quais dois estão entre os dez melhores do País. Trata-se de um universo onde trabalham mais de 5.400 profissionais.

A Pesquisa de Clima Organizacional na sede corporativa e nas unidades sob gestão da Pró-Saúde, que começou no dia 2, tem previsão de término no dia 16/9. Além dos 22 hospitais, a entidade também faz a gestão de quatro Centros de Educação Infantil na capital paulista.

“O clima organizacional é uma percepção muito importante de cada colaborador sobre a instituição e o ambiente de trabalho. A participação de todos os colaboradores é essencial para compreender o dia a dia de trabalho e os aspectos necessários para melhorar a instituição”, afirmou o presidente da Pró-Saúde, dom Eurico dos Santos Veloso, no lançamento da campanha interna.

A Pró-Saúde também vai apurar na Pesquisa de Clima a percepção e nível de conhecimento dos colaboradores sobre as ações de governança corporativa, Código de Ética e de Conduta e Política de Integridade.