Hospital Oncológico Infantil é certificado com o selo de acreditação ONA 1

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, de Belém, acaba de receber a primeira grande certificação pela qualidade de seus serviços prestados. Referência para o tratamento do câncer entre crianças e adolescentes no Pará, o hospital oferece atendimento público e gratuito diário a mais de 650 meninos e meninas paraenses e também de estados vizinhos. A instituição foi considerada ‘acreditada’ em sua atuação, e conquistou o selo ONA 1 – concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), após auditoria externa realizada em abril.

O certificado ONA 1 é o primeiro entre os três níveis de acreditação hoje conferidos em todo o País pela organização, que é referência nacional em avaliação independente para o reconhecimento da qualidade de serviços prestados em estabelecimentos de saúde brasileiros.

Para o diretor de Operações da Pró-Saúde, Jocelmo Pablo Mews, a certificação do Hospital Oncológico Infantil demonstra o compromisso da Pró-Saúde com a promoção de serviços em saúde de excelência, na qual a segurança do paciente é um pilar. “Estamos felizes em poder contribuir com o desenvolvimento da saúde no Pará. Com esta certificação, o Estado passa a ter quatro hospitais certificados, sendo que dois deles, como ONA 3- Acreditado com Excelência”, destacou o diretor.

O secretário de Saúde do Estado do Pará, Vitor Mateus, parabenizou a unidade. “O Hospital Oncológico Infantil, em menos de dois anos, vem conquistando habilitações e reconhecimento da ONA. Isto demonstra a capacidade técnica e o senso de qualidade do serviço. Estamos orgulhosos como paraenses do alto nível de assistência oferecido aos pacientes que são beneficiados. Esta unidade tem um diferencial muito emblemático: a humanização do atendimento e o brilho nos olhos dos funcionários”, comentou.

Apoio contra o câncer

Com apenas 17 meses de funcionamento, após ser instalado em 2015, no bairro de São Brás, o Hospital Oncológico Infantil se preparou ao longo de dez meses para receber a visita dos avaliadores da Fundação Carlos Alberto Vanzolini – realizada entre 17 e 20 de abril -, como parte da auditoria da ONA. Nesse período, a abertura de seus serviços também já havia elevado a outro patamar a atenção oncológica oferecida pela saúde pública no Pará, especialmente no atendimento voltado à infância e à juventude.

Administrado desde sua inauguração pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, mediante contrato firmado com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Oncológico Infantil quintuplicou o número de leitos oferecidos para tratamento do câncer entre crianças e adolescentes no Estado. Hoje, o hospital dispõe de 89 leitos – dez deles em UTI. Desde sua abertura, o Pará não tem filas para a internação e tratamento do câncer oferecidos a jovens e crianças.

A cada mês, o Oncológico faz cerca de 550 consultas, além de 2.500 sessões de quimioterapia e cerca de 110 internações. Os pacientes também têm acesso a atendimento de pronto socorro 24 horas por dia. São cerca de 20 atendimentos diários.

“O Oncológico Infantil avançou rápido para conseguir essa certificação. Foi um grande esforço de nossa equipe, que reflete a dimensão dos avanços conquistados pelo nosso hospital”, avalia a diretora-geral do hospital, Alba Muniz, destacando os desafios vencidos para que o estabelecimento conseguisse alcançar a meta com agilidade. O empenho é justificado: se adequa às exigências e peculiaridades da luta de crianças e adolescentes contra o câncer no Pará. Uma batalha onde o tempo é sempre crucial.

“Sou de Abel Figueiredo”, canta, imitando as apresentações de rodeio, o menino brincalhão de jaqueta que acaba de chegar à sala de aula instalada no quinto andar do Oncológico. O garoto L.S.S., de 13 anos, faz tratamento no hospital desde que ele foi inaugurado, em outubro de 2015.

Filho de uma família de quatro irmãos, com raízes fincadas no sudeste paraense, L.S.S. foi uma das crianças acolhidas pelo Hospital Oncológico Infantil logo após sua abertura – quando foram transferidas da ala pediátrica do Hospital Ophir Loyola para o novo hospital. Como o garoto, atualmente cerca de 75% das crianças e jovens atendidos pelo Hospital Oncológico Infantil vêm do interior do Estado.

Frenético, L.S.S. senta-se na carteira ao lado de outros seis colegas. Faz algazarra e brinca enquanto as lições são passadas no quadro. A presença travessa anima as aulas da Escola Prosseguir – oferecidas às crianças internadas no Oncológico, por meio de convênio com a Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc).

O menino mexe com a rotina de colegas e enche de esperanças as lições dos professores. “Ele chegou aqui muito mal. Vivia na cama, debilitado. Fez uma cirurgia delicada na região da cabeça. É muito gratificante ver hoje ele correndo, brincando assim. É uma grande vitória”, alegra-se a diretora Alba Muniz.

Gestão pela excelência na saúde

Em quase um ano e meio de atividades, o Hospital Oncológico Infantil vem firmando seguidos compromissos com a melhoria da saúde e o desenvolvimento da área no Estado. Em 2016, o hospital já havia se tornado instituição signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), para a adoção de bons valores e práticas nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

Mais recentemente, o hospital também deu a largada para apresentar, ainda em 2017, seu primeiro relatório de sustentabilidade junto à organização internacional Global Reporting Initiative (GRI). Com isso, o Oncológico Infantil firma políticas para reduzir impactos ambientais e aumenta seu compromisso social e econômico com o crescimento sustentado.

O diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Paulo Czrnhak, explicou que o modelo de gestão adotado pela entidade no hospital prima pela melhoria contínua de serviços e qualidade de atendimento, aliando o esforço em prol de uma saúde humanizada. “A auditoria da ONA só ocorre em hospitais que queiram ser avaliados. E nós, acreditamos, que é necessário ter esse monitoramento do nosso trabalho, para que assim, o nosso paciente seja beneficiado. Fazemos saúde, com excelência, mas principalmente, cuidado e amor”, revelou o diretor.