Balé encanta crianças em tratamento no Hospital Oncológico Infantil

Aos 8 anos de idade, a pequena Luciele de Sousa sonha em ser bailarina. Os primeiros passos de dança ela dava na sala da casa que mora com a família, no município de Novo Repartimento, no sudeste do Pará. Mas há três meses, os ensaios da futura artista da dança precisou trocar de lugar e hoje são realizados nas brinquedotecas do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, onde Luciele está internada para a realização de exames que irão investigar as causas do aparecimento de algumas manchas na pele.

“Quando estamos em casa, ela liga a televisão e fica dançando, girando sozinha. Aqui não é diferente. Ela gosta de dançar e sonha em ser uma bailarina”, conta a mãe da pequena bailarina.

Nesta segunda-feira, 29, um encontro surpresa alimentou ainda mais o sonho de Luciele e das outras crianças que fazem tratamento no Hospital Oncológico Infantil, unidade que é gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, por meio de contrato de gestão com Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Embalada pela música “A boneca e o soldadinho”, do Trem da Alegria, a bailarina Ayruska Valente, de 15 anos, fez uma apresentação especial no Hospital em comemoração ao Dia Internacional da Dança. Acompanhada pelo coordenador do grupo de dança da escola Madre Zarife Sales, Bruno Fadul, a adolescente mostrou como a leveza do ballet foi importante para que ela pudesse vencer uma leucemia, descoberta quando tinha 6 anos.

“Eu precisava fazer uma atividade física que me ajudasse a controlar os níveis de colesterol que ficaram alterados por causa das medicações. Escolhi a dança e ela me ajudou muito emocionalmente, porque fiz novos amigos e descobri um potencial que eu não sabia que tinha”, conta a bailarina.

Ayruska conta ainda que a apresentação também foi uma forma de retribuir o carinho que recebeu de voluntários durante o tratamento realizado em São Paulo. “Enquanto estive em internada, minha felicidade era poder ver apresentações como essas e receber o carinho dos voluntários. Hoje, eu que estou podendo levar alegria para as crianças. Isso é muito legal”, complementa a adolescente.

Humanização

Supervisora de Humanização no Hospital Oncológico Infantil, Tirza Ferreira, falou sobre a importância de proporcionar o encontro das crianças internadas com quem superou o tratamento. “Foi uma troca de experiências diferente. Dessa vez, além da valorização da cultura por meio da dança, a presença de uma criança falando sobre como é possível vencer o câncer, é uma forma de acolher e encorajar nossos usuários e acompanhantes, oferecendo experiências ficam marcadas e que fortalecem o tratamento”, ressalta Tirza.

O Hospital

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é uma unidade pública de saúde referência no tratamento e diagnóstico do câncer infantojuvenil, na faixa etária de 0 a 19 anos, na região Norte do país, com atendimento gratuito realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e sem filas.

Inaugurado em 2015, o Hospital conta com 89 leitos de internação, sendo 10 destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em três anos foram mais de 800 mil atendimentos realizados, entre eles 87.384 sessões de quimioterapia e 41.049 consultas, com média de 95% de aprovação dos usuários.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil.

Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de onze Estados brasileiros – a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativo, política de integridade e valores cristãos.
A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.