Hospital amplia projeto de empreendedorismo para mães de crianças em tratamento contra o câncer

Foram quase quatro horas de vendas. Tempo suficiente para que a produção de doces, salgados, sucos e artesanatos feitos pelas mães das crianças em tratamento contra o câncer, esgotasse em mais uma edição da feira do Canto da Empreendedora, projeto do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, para incentivar o empreendedorismo e o empoderamento dessa mulheres.

Criada em 2017, a feira do Canto da Empreendedora é realizada uma vez por mês na recepção do Hospital Oncológico Infantil, fortalecendo o cumprimento dos Princípios de Empoderamento das Mulheres estabelecidos no Pacto Global das Organizações das Nações Unidas (ONU) e ONU Mulheres Brasil, dos quais o Hospital é signatário.

Com mais de 20 edições, o projeto Canto da Empreendedora vem sendo ampliado com adesão de novas participantes e convites para a realização da feira fora do Hospital Oncológico Infantil. Em 2018, a feira chegou ao Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), onde é realizada mensalmente, e nesta quinta-feira (2), chegou à Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc) pela primeira vez.

A realização da feira faz parte da programação que a Secretaria de Educação preparou em homenagem ao Dia das Mães, que será celebrado no domingo (12), e é também iniciativa do órgão para promover experiências positivas de humanização junto aos funcionários, como explica Ursúla Siqueira, da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas da Seduc.

“Uma das nossas missões é trazer essa humanização para a Secretaria e, hoje o empoderamento feminino tem sido uma pauta muito forte. Então, recebê-las aqui é poder contribuir de alguma forma com essas mães, que muitas vezes vêm do interior para acompanhar o tratamento do filho e, por meio da educação e desse apoio, a gente constrói um olhar diferenciado que reconhece a luta dessa mulher”, ressaltou Úrsula.

Além das mães, o Canto da Empreendedora abre espaço para outros familiares de crianças em tratamento no Hospital Oncológico Infantil, unidade que é gerenciada pela Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa).

É o caso de Maria Benedita de Sousa, que entrou no Projeto no início com o objetivo para ajudar a irmã, Maria do Socorro, que acompanha a filha no tratamento. “No início do tratamento, minha irmã ainda estava trabalhando, mas a gente precisava ajudar de alguma forma. O projeto foi uma oportunidade, porque ela precisava ficar ao lado da Dhandara e acabou ajudando a família como um todo”, contou Maria Benedita que já se prepara para as próximas duas edições da feira do Canto da Empreendedora, no Hospital Oncológico Infantil, no dia 7, e no Hospital Galileu, no dia 9.

Para Tirza Ferreira, supervisora de Humanização do Hospital Oncológico Infantil, a realização da feira em novos locais, além de atender a um desejo das participantes, é uma forma de incentivar a participação de outras mães, acompanhantes e de ampliar a parceria com a Secretaria de Educação, que garante a manutenção da Classe Hospitalar no Oncológico Infantil.

“Esse trabalho em conjunto com Secretaria tem sido importante para o Hospital. Esse ano, estamos recebemos a visita de representantes da Secretaria e estamos com um recorde de alunos matriculados na Classe Hospitalar. Agora, com esse convite, podemos realizar mais edições da feira, atendendo a um desejo das mãe e acompanhantes e do próprio Hospital, porque é estímulo para novas participantes, considerando sempre que o acompanhamento do tratamento é a prioridade”, destacou Tirza Ferreira.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil.

Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de onze Estados brasileiros – a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativo, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.