Crianças do Oncológico Infantil visitam estádio da Tuna Luso

Depois de visitarem os estádios de Remo e Paysandu, as crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, conheceram a história do primeiro clube de futebol do estado a conquistar um título em competição nacional: a Tuna Luso Brasileira.

Com direito a oração antes de subir para o gramado e uma disputa de pênaltis com todas as chances para os pequenos ‘jogadores’, a visita realizada na quarta-feira (25), fez parte da primeira etapa de um projeto criado e apresentado por torcedores ao Hospital. O objetivo é levar as experiências e as emoções do futebol para as crianças em tratamento no Oncológico Infantil, unidade do Governo do Pará gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

Depois de descobrir um tumor ósseo na perna esquerda, Cleison Rafael dos Santos precisou trocar o domínio de bola nos gramados pelos controles do videogame. Para o jovem de 18 anos, poder visitar um estádio de futebol foi uma forma de reviver o sonho de infância. “Quando soube da visita, cheguei até mais cedo para antecipar a quimioterapia. Ainda bem que consegui participar. Me senti até um jogador na hora que fizemos a oração”, contou o adolescente.

Em fase de preparação para a enfrentar o Vênus, de Abaetetuba, na rodada de abertura da segunda divisão do Campeonato Paraense de Futebol, no dia 20 de outubro, Flávio Goiano, gerente de futebol da Tuna, ressaltou a importância da visita para os jogadores, que carregam a missão de colocar a equipe novamente na elite do futebol estadual.

“Um tratamento como esse traz muitas dificuldades, mas ainda assim só vimos sorrisos e alegria em cada umas das crianças. Essa luta deles pela vida mostra que existe algo muito maior do que nos cobrarmos por vitórias a cada partida. Para os nossos jogadores, a maioria ainda muito jovem, fica essa lição de carinho, solidariedade e de fazer o bem sempre”, destacou Goiano.

Karla Luz, enfermeira do Escritório de Experiência do Paciente da unidade, falou sobre a importância do projeto com visitas aos estádios e de como ele pode influenciar positivamente no tratamento. “Em todos os clubes, tivemos pelo menos uma criança visitando um estádio pela primeira vez. Experiências como essas são importantes para que elas possam ter uma maior adesão ao tratamento e que os responsáveis possam participar ativamente desse processo”, ressaltou Karla.

Sobre o Hospital
Referência para o diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil no Pará, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é uma unidade do Governo do Estado, gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

Atualmente, cerca de 900 crianças e adolescentes de municípios do Pará e de estados vizinhos, como o Amapá, estão em tratamento na unidade. Em 2019, a unidade já ultrapassou os 200 mil atendimentos, entre eles: 52.269 no serviço multiprofissional (Psicologia, Fonoaudiologia, Serviço Social, Fisioterapia e Terapia Ocupacional), 123.135 exames, 20.153 sessões de quimioterapia, 13.216 consultas, com índice de aprovação atual de 97% dos usuários.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.
A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.