Hospital Oncológico Infantil realiza ação e combate a doenças virais

Ação visa conscientizar familiares e acompanhantes de pacientes sobre a importância da vacinação e métodos de prevenção

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, gerenciado pela Pró-Saúde em Belém, realizou nesta semana ações educativas de orientação sobre medidas de prevenção das doenças virais epidêmicas, como Sarampo e Varicela (catapora), nas Casas de Apoio que atendem pacientes oncológicos como a Ronald McDonald’s, Menino Jesus, Doe, Instituto Áster, Avao, Casai e Amapá. A iniciativa, que contou com o apoio do Núcleo de Educação Permanente (NEP) da unidade, tem como foco evitar o contágio e a disseminação dessas doenças entre os pacientes em tratamento contra o câncer, considerando o alto risco que elas representam neste público.

O Sarampo é transmitido por meio de gotículas de pacientes infectados que são dispersadas no ar, ao tossir ou espirrar. Trata-se de uma doença altamente transmissível e que causa complicações graves. “Porém é importante lembrar que é uma doença evitável por meio da vacinação. A imunização permite que a pessoa adquira resistência, evitando que adoeça e consequentemente, não transmita para outras pessoas. Isso é importante nesta comunidade, pois os pacientes imunodeprimidos, como as crianças em tratamento contra o câncer, não podem ser vacinados por conta de seu quadro clínico. Assim, com os colaboradores, pais, acompanhantes, e outras pessoas que frequentam a unidade, além das casas de apoio devidamente imunizadas, conseguiremos protejer nossas crianças”, ressaltou Adrielle Monteiro, enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Oncológico Infantil.

Na última sexta-feira (13), a Secretaria Municipal de Saúde (SESMA) de Belém, divulgou que a cidade vive um surto de Sarampo. De acordo com o órgão, não havia registro de casos da doença na cidade há 10 anos e, a previsão, é que o número de pessoas infectadas aumente, caso as orientações de prevenção nos diferentes ambientes e a vacinação não sejam efetivas. Neste cenário, a falta de informação colabora para que o quadro de contágio se agrave, por isso, ações como a do Oncológico são tão importantes.

Elisângela Galatti, enfermeira da unidade, esteve à frente das ações, tendo o apoio dos enfermeiros do Núcleo de Apoio a Pesquisa, Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, Auditoria de Prontuários, Escritório de Experiência do Paciente e Cuidados Paliativos. “Entre as recomendações repassadas, destacamos a higienização das mãos com água e sabão, e a importância do uso de máscara simples caso sentir febre, tosse, coriza ou coceira e lesões na pele, sintomas sugestivos dessas doenças”, explicou a profissional. “Para evitar a disseminação, ao identificar os sintomas, é importante procurar imediatamente atendimento médico na Unidade de Atendimento a Intercorrências do hospital”, completou.

Até o momento, cerca de 90 pessoas já foram impactadas pela ação, incluindo hóspedes, pacientes, profissionais e voluntários das Casas de Apoio e Organizações Não Governamentais (ONGs). A unidade seguirá disponibilizando material educativo elaborado pelo Serviço de Controle de Infecção do Hospital. A disseminação de informações entre o público, que possam conviver entre as pessoas que apresentam quadros de imunodeficiência é essencial, uma vez que as doenças virais podem agravar de forma considerável o estado de saúde desses pacientes.

Atualmente, cerca de 900 crianças e adolescentes de municípios do Pará e de estados vizinhos, como o Amapá, estão em tratamento no Oncológico Infantil, que pertence ao governo do Estado do Pará e presta atendimento 100% gratuito, sendo referência em oncologia pediátrica no norte do País.

Em 2019, o Hospital se tornou o primeiro na rede pública do Brasil, com atendimento em oncologia pediátrica, a conquistar a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência. Esse é o maior nível de reconhecimento concedido pela Organização Nacional de Acreditação, entidade respeitada e com atuação nacional responsável pela avaliação dos serviços de saúde do País, destacando os melhores resultados de gestão, qualidade e segurança voltados ao paciente.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.