Hospitais se unem em campanha de doação de sangue no Pará

Sete unidades públicas gerenciadas pela Pró-Saúde, localizadas na capital e interior, visam estimular novos doadores e ajudar na regularização dos estoques de sangue

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus e o isolamento social necessário para combater a propagação da doença, muitas pessoas suspenderam a maior parte de suas atividades, como passear, fazer compras e até mesmo trabalhar. Infelizmente esta nova realidade acabou impactando também as doações de sangue que, de acordo com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (HEMOPA), responsável em fornecer bolsas de sangue para as unidades da rede estadual de saúde, caíram drasticamente nos últimos meses, colocando em risco a continuidade dos atendimentos de saúde.

Atentos a esta situação, e visando a manutenção da assistência aos pacientes, sete hospitais públicos gerenciados pela Pró-Saúde no Pará se uniram para iniciar uma campanha de estímulo à doação de sangue. A iniciativa também faz alusão à campanha Junho Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a importância de aumentar o número de doadores de sangue. Com atuação na capital e no interior, as unidades gerenciadas pela entidade, que tem mais de 50 anos de história, prestam atendimentos de alta complexidade, como hemodiálise, tratamentos oncológicos e atendimentos de urgência e emergência, que demandam uma grande quantidade de bolsas de sangue mensalmente.

Apesar da atenção de todos estar voltada para a pandemia e os atendimentos às vitimas da Covid-19 neste momento, os acidentes de trânsito e domésticos continuam acontecendo, os pacientes oncológicos seguem fazendo seus tratamentos, assim como as hemodiálises e tantos outros atendimentos que necessitam de transfusões, por isso, manter os estoques abastecidos é essencial para a continuidade da assistência.

“O apoio de todos é fundamental para mantermos nosso estoque regular e assim, suprir a nossa demanda. Por isso, precisamos que pessoas com boa saúde e que estejam dispostas a doar, dirijam-se ao Hemopa ou encaminhe seus familiares e amigos para a doação”, ressalta a enfermeira Kérina Quaresma, responsável pela Agência Transfusional do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém.

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, e o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, já estão sofrendo os impactos desta queda nas doações e iniciaram, ainda no mês passado, ações para estimular as doações. Agora, além dessas três unidades da região metropolitana, também entram na campanha o Hospital Materno-Infantil de Barcarena; Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá; Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira; e Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém.

“Estamos pedindo para o doador de sangue a sair de casa para realizar esse ato heroico. A população brasileira é reconhecida por sua postura solidária e certamente dará mais este bom exemplo. Mobilizamos nossos colaboradores, convidados e toda a sociedade para participar dessa corrente de amor”, destaca Viviane Lesses, gerente de qualidade do Oncológico Infantil.

Onde doar?
Em Belém, as doações podem ser feitas na sede da Fundação HEMOPA, localizada na TV. Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. É importante informar, no ato da doação, o código do Hospital que receberá as doações. São eles: Hospital Galileu – 1624; Materno Infantil de Barcarena – 2093 Hospital Oncológico Infantil – 1766; Hospital Metropolitano – 708.

Altamira e Santarém
Único na Região de Integração do Xingu a possuir uma Agência Transfusional em sua estrutura, o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), localizado em Altamira, também está precisando de doações de sangue. Com o período de lockdown, os doadores receberão uma declaração para comprovar a doação. Os interessados podem se dirigir até o Núcleo de Hemoterapia de Altamira, localizado na Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, S/N, bairro Esplanada do Xingú, das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira.

Já em Santarém, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) também está na corrida pelo recebimento de doações de sangue. Por ser uma unidade de média e alta complexidade e referência em tratamento oncológico no Norte do Brasil, precisa com frequência de plaquetas para atender a demanda dos pacientes que estão em tratamento contra o câncer. Sem a quantidade ideal de plaquetas, os pacientes não podem realizar o tratamento oncológico e nem passar por procedimentos cirúrgicos, pois as plaquetas são responsáveis por evitar possíveis hemorragia. Para ajudar o HRBA, a população de Santarém e região pode doar no Hemocentro Regional de Santarém. Para evitar aglomerações, o Hemopa está trabalhando com agendamentos, que podem ser realizados por meio do telefone (93) 99120-7170, para atendimentos de segunda a sexta, das 7h às 13h.

Critérios para doar
Para doar sangue, é preciso respeitar alguns critérios. São eles: estar bem alimentado (não precisa estar em jejum); estar bem de saúde; pesar mais de 50kg, Idade de 16 a 69 anos (menor de idade deve comparecer com responsável legal e os maiores de 60 anos já devem ter feito a sua primeira doação em até 60 anos, caso contrário, não poderá doar); ter descansado mais de 6h na noite anterior; apresentar documento legal com foto; se fez tatuagem ou maquiagem definitiva, aguardar por pelo menos 1 ano.
Além disso, por conta da pandemia da Covid-19, algumas restrições estão sendo impostas como: aguardar 30 dias para quem teve Covid-19 comprovadamente (sem sintomas e sequelas); aguardar 14 dias para quem teve contato com pessoas infectadas ou se teve algum sintoma sugestivo.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.
Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensora gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.